Retrato de Adele Bloch-Bauer I

Gustav Klimt foi um pintor simbolista austríaco. Em 1876, estudou desenho ornamental na Escola de Artes Decorativas. Associado ao simbolismo, destacou-se dentro do movimento art nouveau austríaco e foi um dos fundadores do movimento da Secessão de Viena, que recusava a tradição académica nas artes. Klimt foi também membro honorário das universidades de Universidade de Munique e Viena. Os seus maiores trabalhos incluem pinturas, murais, esboços e outros objetos de arte, muitos dos quais estão em exposição na Galeria da Secessão de Viena.

Retrato de Adele Bloch-Bauer I, pintado em óleo e ouro sobre tela, levou três anos para ficar pronto, especialmente devido à sua ornamentação elaborada e complexa. A pintura foi encomendada por Ferdinand Bloch-Bauer. Como rico industrial que conquistou sua fortona na indústria açucareira, Ferdinand Bloch-Bauer apoiou as artes e promoveu o trabalho de Klimt. Por esse motivo, Adele Bloch-Bauer tornou-se a única modelo pintada em duas ocasiões por Klimt.

Em seu testamento, a modelo indicou que os quadros de Klimt deviam ser doados à Galeria do Estado da Áustria. Quando faleceu de meningite, em 1925 e os nazistas ocuparam o país e Ferdinand, seu viúvo, se exilou na Suíça. Com isso, todas as suas propriedades foram confiscadas, inclusive a coleção Klimt. Ferdinand, por sua vez, designou em seu testamento que seus sobrinhos e sobrinhas deveriam herdar seus patrimônios.

Uma vez que as propriedades permaneceram na Áustria, o governo passou a inclinar-se pelo testamento de Adele e após uma batalha legal entre Estados Unidos e Áustria, ficou determinado que uma das sobrinhas de Bloch-Bauer, Maria Altmann, seria proprietária legal desta obra.

Em posse de Maria Altmann, a obra esteve em exibição em Los Angeles, até que o retrato fosse vendido para a coleção de Ronald Lauder. Atualmente a obra se encontra na Neue Galerie de Lauder, em Nova York.